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Liturgia

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Não vos deixarei órfãos.

 

Antes de subir para o Pai, no chamado discurso de despedida, Jesus anuncia aos seus discípulos o dom do Espírito Santo. Diante do anúncio da Páscoa, os discípulos ficam perturbados e confundidos porque esperavam do Messias um outro caminho que não o da cruz; é neste contexto que Jesus lhes promete um outro Paráclito, o Espírito da verdade “para estar sempre convosco”.

 

Ao prepararmo-nos para celebrar a grande Festa do Pentecostes vemos cumprir-se na nossa vida esta promessa de Jesus. Na verdade, o dom sublime da Páscoa é o Espírito Santo que faz de nós filhos de Deus e nos mantém unidos a Ele. É pelo Espírito Santo, o Outro Defensor que nunca nos deixa sós, que hoje temos acesso ao mistério de Deus, que experimentamos o amor e a misericórdia do Senhor que se torna presente no meio das nossas tribulações e é o amparo na nossa fraqueza.

Na Páscoa cumpre-se verdadeiramente esta promessa de Jesus que escutamos hoje no Evangelho: “não vos deixarei órfãos”. A força da Igreja e dos cristãos não está nos pensamentos piedosos, na inteligência, na diplomacia, nos artigos de opinião, no direito canónico ou na sua organização. O Espírito Santo é a fonte e o segredo da coragem e da audácia dos crentes e da própria Igreja. O Espírito Santo é a força dos profetas, dos apóstolos e dos mártires, é o alento que hoje nos permite viver a coragem e a radicalidade da conversão, é a esperança e a robustez que dá a esta peregrinação um sabor novo, marcado pela ousadia de buscar sempre um horizonte novo, aquele mesmo da eternidade.

Interpelados pela presença e as palavras do Santo Padre que recentemente nos visitou, animados pelo testemunho dos santos e dos mártires, peçamos ao Senhor que nos conduza na fé e na esperança, na certeza de que Ele estará sempre connosco.